21 julho 2020

Vamos brincar: Bilboquê

Essa semana está mesmo muito especial! Hoje nos inspiramos num brinquedo feito pela Ana Clara com a ajuda da sua mãe. Com materiais simples e que você tem aí na sua casa, poderá também se divertir, desafiar alguém e aprender de montão. Estamos falando do BILBOQUÊ. Vamos lá aprender uma das maneiras de fazer o bilboquê aí na casa também!




O bilboquê é, certamente, um brinquedo que atravessa o tempo e a história, até muito antes do que possamos imaginar, tendo registros desde a antiguidade e em diferentes culturas. Há registro desse brinquedo (jogo) desde 1534, na França. Ele também aparece em pinturas do séc XVII, onde crianças aparecem brincando com esse tipo de brinquedo que consiste em "pegar a bolinha".



Os primeiros registros mostram ele feito em madeira, uma haste com uma bolinha na ponta de um fio e então o objetivo é acertar a bolinha na ponta da haste apenas balançando a mão. Pode-se encontrar este jogo em culturas de diversas partes do mundo: Japão, México, Ártico, América do Norte e América do Sul. No Japão, por exemplo, o bilboquê recebe o nome de kendama; já na maioria dos países latino-americanos, recebe o nome de balero; Aqui no Brasil, na aldeia Vendaval, à beira do rio Solimões, no estado do Amazonas, as crianças e adolescentes Ticuna utilizam jogos muito originais e materiais da Floresta Amazônica para criar seus brinquedos. Os campeonatos de bilboquê são muito disputados. O bilboquê é fabricado com castanha de uma fruta encontrada na floresta.

Como vimos, o bilboquê é mesmo um brinquedo que esteve presente na infância de muitas e muitas crianças em todas as partes do mundo. Feito a partir de várias materialidades, hoje propomos uma garrafa plástica como base para que possamos confeccionar nosso próprio bilboquê. Separe os materiais e mãos a obra!



Você vai precisar:
1 garrafa plástica (qualquer tamanho)
50 cm de barbante (aproximadamente)
Papel de alumínio (pode ser sulfite, jornal ou revista também)
Tintas coloridas
Cola
Tesoura sem ponta

Agora é com você:
Separe e lave bem uma garrafa plástica e deixe secar.
Com a ajuda de um adulto, corte a parte de cima da garrafa.
Pinte e "enfeite", decore seu bilboquê como preferir.
Separe o barbante, uma ponta você deve amarrar na "boca" da garrafa e na outra ponta prenda a bolinha (que pode ser de papel ou a própria tampa da garrafa)
Seu brinquedo está pronto, agora é só chamar a galera ai da sua casa para um campeonato, que tal? Boa diversão.





"...No brincar, as crianças expressam e comunicam suas experiências, reelaboram-nas, reconhecendo-se como sujeitos pertencentes a determinado grupo social e a um contexto cultural. Por meio das brincadeiras, aprendem sobre si mesmas, sobre os homens e as mulheres e as suas relações com o mundo, sobre os objetos e os significados culturais do meio em que vivem. Nesse sentido, brincar é uma experiência por meio da qual os valores, os conhecimentos, as habilidades e as formas de participação social são constituídos com a ação coletiva das crianças..." Currículo da Cidade - Educação Infantil p.88

Com essa proposta as crianças aprendem mais sobre a cultura, lançam mão de um material que iria para o lixo para construir seu próprio brinquedo, mostrando as possibilidades de transformar objetos e ampliar a consciência acerca do tema, despertam sua curiosidade, aprendem mais sobre si mesmas, seus limites e capacidades de solucionar problemas, traçam (descobrem) estratégias do jogo, entre tantas outras.

Desafio #1: Bilboquê...outra possibilidade

O programa Quintal da Cultura também abordou a temática do Bilboquê e o fez de garrafa plástica, mas com uma ideia um pouquinho diferente do que já propomos por aqui hoje. Nessa perspectiva as crianças podem perceber que muitas vezes um brinquedo, uma ideia pode ser desenvolvida de modos diferentes, e isso é muito positivo, pois amplia o repertório das crianças e também amplia a possibilidade de criação das crianças frente a mesma materialidade. Ah! O vídeo apresenta ainda uma versão feita em madeira, como já citamos no texto. Vamos conferir:


Hoje nosso agradecimento mais que especial vai para a Ana Clara e sua mãe, que carinhosamente compartilhou conosco um momento tão importante, que é brincar em família! Obrigada Ana Clara.

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Convidamos todas e todos a preencher o nosso questionário: ele nos dará pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado!

Roteiro, texto, edição de vídeo, fotos e seleção de materiais: Daniela Maia
Colaboração: Ana Clara Zuini de Lima
Vinheta: Fernanda Fusco
Efeitos sonoros: FreeSound.org
Trilha sonora: Daily Beetle (Kevin MacLeod - Incompetech)

2 comentários:

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