07 agosto 2020

Série. Uma imagem...muitas histórias

"Essa eu aprendi com a sua avó"
"Brinquei muito disso quando eu era criança"
"Lá na minha cidade essa brincadeira tinha outro nome"
"Vem cá que eu vou te mostrar como eu brincava quando era criança"

Essas e muitas outras expressões retratam um pouco como as brincadeiras atravessam o tempo e nos atravessam também deixando boas memórias. Hoje em mais um episódio da nossa série: Uma imagem...muitas histórias, o tema são as brincadeiras. Para essa semana, solicitamos que as famílias pudessem contar para as crianças um pouquinho do que brincavam quando eram crianças, onde brincavam, quais eram suas brincadeiras favoritas, enfim voltar no tempo! E depois fazer um registro, um desenho, um relato dessa conversa. E por falar em registro, tenho certeza que você já brincou com algumas dessas brincadeiras que compõe o documentário "Territórios do Brincar", acompanhe.


Assim como já abordado em outras oportunidades, relatar às crianças histórias de quando éramos crianças é extremamente importante e significativo para elas. Haja vista que elas ainda estão construindo essa ideia, esse conceito tão complexo que é o tempo. E talvez a temática das brincadeiras seja um bom disparador dessa conversa, afinal o brincar é algo que encanta, desafia e envolve as crianças. Nesse sentido, sempre que possível compartilhe com elas suas experiências brincantes, diga a elas onde aprendeu, quem ensinou, se alguma regra foi modificada pelo tempo ou pela cultura, com quem brincava, do que mais gostava de brincar, dessa forma podemos nos aproximar mais e mais das crianças, criar vínculos e, de maneira afetuosa e significativa, ampliar seu repertório acerca do brincar.   
Parece mágico, parece que liga algum botãozinho na gente quando ouvimos, por exemplo: "Quem quer brincar comigo põe o dedo aqui, que já vai fechar, não adianta chorar", ou "Janela, janelinha, porta e campainha, din don", ou ainda "Salada, saladinha, bem temperadinha, com sal, pimenta, fogo, foguinho". Sabe, me parece que essas e muitas outras brincadeiras de ontem e de hoje estão com seu amanhã ameaçado... as crianças precisam acessar esse patrimônio histórico-brincante, e para isso, cada um, cada uma de nós tem uma enorme responsabilidade: BRINCAR com elas, ensinar-lhes as cantigas, as brincadeiras, as rimas, os trava-línguas para que nossa cultura permaneça viva e possa continuar atravessando o tempo e, o mais importante, para que um dia seu filha(o) possa também dizer "Essa brincadeira eu aprendi com a minha mãe" ou "Eu brinquei muito disso com meu pai". 

A brincadeira que mais apareceu nos registros de nossas devolutivas foi a Amarelinha. Vamos falar um pouco dessa brincadeira pra lá de divertida. 
A amarelinha também é conhecida como macaca, xadrez, avião, maré, sapata e casco em outras regiões do país. A mais tradicional, porém, é aquela feita no chão com auxílio do giz (como a Alice e a Sofia mostram na imagem ao lado). Para jogar a criança deve posicionar-se dentro da nuvem e, de lá, atirar a sua pedra no número 1. Sem pisar na casa onde está a pedra, ela atravessa o diagrama alternando as puladas, com os dois pés quando tiver uma casa ao lado da outra, pulando com um pé só onde estiver uma única casa. Quando chegar ao fim do percurso, volta e apanha a pedra, também sem pisar na casa marcada. Em seguida, a criança deve repetir o mesmo procedimento em todas as casas. 

Outras brincadeiras pra lá de divertidas também aparecem em nossas devolutivas, e sei que também fizeram parte da sua infância: o Skate, a cabra cega, brincar na escola com os amigos(as), futebol, pipa. Veja os registros.

Desafio #1: Amarelinha africana   

Você sabia que lá no continente africano, em muitos países, as crianças também brincam de amarelinha?! A amarelinha africana é um pouco diferente da que conhecemos aqui no Brasil. Brincar com a amarelinha africana é uma boa maneira de fazer um intercâmbio cultural e brincante. Você vai adorar aprender esse outro modo de brincar de amarelinha, acompanhe. Ah! Para ouvir a música clique aqui.

 
 Você pode substituir a fita adesiva por giz de lousa, e desenhar sua amarelinha africana no chão.

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Convidamos todas e todos a preencher o nosso questionário: ele nos dará pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado!

Roteiro, texto, seleção de materiais e edição de imagens (gifs): Daniela Maia 
Colaboração: Márcia Trípodi 

Um comentário:

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