14 dezembro 2020

"Escola dos grandes" é para lá que eu vou!

Olá, crianças! Olá, famílias! Nossos (as) pequenos (as) estão crescendo, não é mesmo? E chega o momento de mudar de escola, ir para a "escola dos grandes" - como próprias crianças, assim como nomeiam as escolas de Ensino Fundamental. Essa transição já aconteceu uma vez, quando mudaram do CEI para nossa EMEI e nos lembramos bem dos seus olhinhos encantados com tantas novidades, com o tamanho dos espaços, dos brinquedos novos, muitas vezes ouvimos "Prô, essa escola nova é muito grande" , "Prô, essa escola nova tem muitas coisas para brincar" e tantas outras expressões que poderíamos listar por aqui. Nesse sentido, a postagem de hoje vai ao encontro de acolhimento essas narrativas que povoam o pensamento das crianças sobre essa nova escola: então perguntamos a elas o que mais queriam saber, suas dúvidas e anseios. E para responder algumas dessas questões, convida a coordenadora pedagógica Rosa Bartalini, que hoje atua na EMEF Sylvia Martin Pires, tem um percurso profissional na rede municipal de educação de São Paulo potente, comprometido, criativo e pulsante. Com a palavra Rosa, que já foi professora em nossa escola, e hoje nessa linda parceria, a qual aproveitamos para agradecer enormemente, conta um pouco para nós como rotinas e fazeres de uma escola de ensino fundamental.


Esses momentos de transição nos acompanham por toda a vida: mudamos de casa, de emprego ou cidade, nos engajamos em projetos e logo somos tornados a atuar em outras esferas, enfim ... Mudanças é que não deixam de acontecer em nossas vidas, o tempo todo. E nossas crianças irão, em breve, passar por mais uma transição. E com essa proximidade, muitas ideias povoam os seus pensamentos, algumas fruto do que ouviram, do que o irmão ou irmã mais velho (a) contou e muitas outras ideias vindas da imaginação, narrativas que só as crianças podem construir sobre mundos desconhecidos: e a escola nova é um mundo desconhecido! E com essa mudança (de escola) não seria diferente. Em um contexto regular, com aulas presenciais, teríamos muitas propostas para ajudar nossas crianças a vivenciar esse momento de transição de forma mais tranquila e segura.
É importante saliente que as contribuições trazidas pela Rosa objetivam direcionar o que são e como funciona como escolas municipais de ensino fundamental de São Paulo. De modo algum nosso objetivo é "padronizar" como ações das EMEFs, mas sim responder às questões de nossas crianças e trazer um panorama geral das concepções que embasam esse nível de ensino. 


Nossa intenção é, fundamentalmente, acalmar e acolher as angústias de todas (os) nesse momento pra lá de importante na vida das crianças. Afinal, "como será mesmo a escola nova?":  Essas e muitas outras questões foram levantadas por elas, veja:

Vai ter lanchinho na escola nova, ou vai ter que mandar lancheira?
Vai ter brinquedo?
Tem parque?
Tem lanchonete na escola dos grandes?
Tem brincadeira?
Tem brinquedos dos grandes?
Tem muita lição?
Vou aprender o nome das letras e das pessoas?
Vou ter muitos amigos (as) novos?
Vou tomar lanche junto com os amigos?
Vai ter parquinho de futebol?
Vou aprender mais sobre as coisas?
Vai ter massinha?
Vou aprender a ler e a escrever?
Vou poder levar minha professora?

Todas essas narrativas fazem parte do imaginário das nossas crianças nesse momento. Embora talvez não se lembrem, já passou por outros momentos de mudança para além da escola: destacamos, por exemplo, o desfralde, a troca de mamadeiras por copos e canecas, o brincar em motocas pelo pedalar em bicicletas sem rodinhas, da dependência nos momentos de higiene até tomar banho e escovar os dentes sozinhas.Uma outra lista enorme seria possível, mas aqui destacamos que esses processos de transição estão intimamente ligados a processos de maturidade e amadurecimento e talvez o mais importante ... tudo deve ser percebido pela criança como um percurso trilhado, uma continuidade, um caminhar em que dia a dia ela aprende mais, se desenvolve integralmente, faz novas descobertas, observa, experimenta, apreende o mundo e a cultura e fundamentalmente cresce - e como crescem nossas crianças!

Serão vários os momentos de transições que cada criança viverá em seu processo de vida escolar: as grandes transições do CEI para um EMEI e da EMEI para um EMEF. Todavia, também estão presentes como pequenas transições, como a mudança de professoras (es), a aprendizagem do uso do banheiro para a higiene pessoal (desfralde), a saída de um colega da turma, entre outras. Cada transição merece ser vista como um compromisso da instituição, e deve ser acompanhada na perspectiva das crianças, das famílias / responsáveis, das (os) educadoras (es), com o intuito de tornar esses momentos de transformação marcos do crescimento. Currículo da Cidade - Educação Infantil p.167

Desafio # 1: Estou crescendo!

É isso: as crianças viverão no próximo ano mais um marco de seu crescimento, de seu desenvolvimento. Essa transição tem um caráter de continuidade, como quando viramos a página de um livro. Aqui não estamos falando de um livro novo ou uma tela em branco, mas sim de páginas novas, capítulos que marcam a história de um livro que começou a ser escrito muito antes de seu nascimento. Repleto de vida, experiências e descobertas. E é sobre isso que trata a animação Piper, descobrindo o mundo . Sim, Piper é uma pequena ave, uma ave bebê, que vive à beira-mar, e ao sair do ninho para ir atrás de comida descobrindo um mundo novo. Uma curta-metragem de animação estado-unidense que tem tudo a ver com o que já falamos até aqui, realizada e escrita por Alan Barillaro, aplicável pela Pixar Animation Studios e vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação de 2016. Aperte o jogue e encante-se!


Após a exibição do vídeo, vocês podem direcionar a conversa a partir de algumas perguntas: como Piper se sente no começo? O que ele fez para enfrentar seus medos? Você tem algo em comum como Piper? Sabia que, assim como Piper, você também está crescendo? O que você percebe que está mudando na sua vida? Essa reflexão pode se estender, também, para aquela sementinha de tomate ou de feijão que plantaram. Lembram? O grupo / banda Mundo Bita em sua canção " A gente cresce " também nos ajuda a traduzir esse momento de forma lúdica, brincante e musical. Ao ouvir essa canção e aproximar-se da animação como crianças irão se identificar. Divirta-se!

  
Desafio # 2 Uma carta

Como mais uma possibilidade de vivenciar esse momento de transição de forma tranquila, convidamos as crianças a escreverem uma carta para a nova professora.
Nela, podem contar seus anseios e dúvidas, expectativas e um pouco do que já viveu até aqui. O que mais gosta de fazer, seus filmes e músicas preferidos, enfim tudo que acredite ser importante que a nova professora saiba. Ah! Aqui o adulto tem papel fundamental: "colocar no papel" as ideias trazidas pelas crianças. Podem também aproveitar esse momento para fazer perguntas sobre a escrita, fazer comparações entre as letras e sons que já conhecem e tudo mais que puder pulsar do imaginário de nossas crianças. Deixamos por aqui um convite: vivam essa experiência!

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia,  são sugestões  para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades! 

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês também podem nos encontrar no  Google Classroom  (para aprender a acessar,  clique aqui )! Convidamos todas e todos a preencher o nosso  questionário : ele nos pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado! 

Roteiro, texto,  seleção de materiais, edição de vídeo e gif: Daniela Maia 
Colaboração e participação: Rosa Bartalini
Vinheta e seleção de materiais:  Fernanda F.
Fotos: Acervo da Emef Sylvia Martin Pires
Efeitos sonoros: FreeSound.org 
Trilha sonora:  Daily Beetle ( Kevin MacLeod - Incompetech )     

Um comentário:

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