10 dezembro 2020

JAPÃO – BAIRRO DA LIBERDADE

Olá pessoal tudo bem? Que tal viajar para o Japão, sem sair de São Paulo? Em nossa cidade, ao visitar o bairro da Liberdade, temos essa possibilidade, e assim mergulhar na cultura e tradições japonesas. Mas o que fazer na Liberdade, o bairro mais Japonês de São Paulo? Essas e muitas outras curiosidades vamos descobrir juntos(as) com a professora Arline Midori. 


Vamos começar pelo Museu Histórico da Imigração Japonesa, Bunkyo, nele você vai conhecer mais da história da imigração japonesa no Brasil, desde a chegada dos primeiros imigrantes até os acontecimentos mais recentes da comunidade japonesa. O Museu Histórico da Imigração Japonesa está localizado no prédio do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, que é responsável pela curadoria e manutenção do museu. O seu acervo conta com mais de 97.000 itens que foram doados pelos imigrantes e suas famílias, entre os itens doados estão objetos pessoais, diários, pinturas, livros, roupas e documentos. No museu também se encontra réplicas de moradias ocupadas pelos primeiros imigrantes e maquetes dos navios que transportaram os japoneses para o Brasil. Devido grande volume e importância do seu acervo, é considerado o maior museu sobre a imigração japonesa. A parte expositiva do  Museu Histórico da Imigração Japonesa ocupa três andares do prédio do Bunkyo (7º 8º e 9º), no 3º andar se encontra a biblioteca, reserva técnica e administração do museu. 
Quando o assunto é gastronomia o bairro da Liberdade é recheado de possibilidades. Lugares onde comer no bairro Liberdade é o que não falta, por isso aproveitar a sua gastronomia é umas das melhores coisas para fazer no bairro. Além dos inúmeros restaurantes onde é possível encontrar pratos japoneses, o bairro da Liberdade também conta com restaurantes chineses, coreanos, taiwaneses e tailandeses que valem a visita. A Rua Thomaz Gonzaga é com certeza o local com mais restaurantes por metro quadrado na Liberdade, para ter uma ideia em apenas 150 metros de rua, se encontra mais de 20 estabelecimentos.
É no bairro da Liberdade que está o Palacete Conde de Sarzedas. O prédio foi construído por Luiz de Lorena Rodrigues Ferreira, sobrinho do Conde de Sarzedas entre 1891 a 1895, dizem que a sua construção foi para expressar seu amor a sua futura esposa francesa Marie Louise Belanger, que na época tinha 18 anos, enquanto ela tinha 60 anos. Por causa dessa história o Palacete Conde de Sarzedas também é conhecido como Palacete do Amor, alguns moradores e quem passa na região também se refere ao prédio como “castelinho”. A família viveu no palacete até 1939, depois ele acabou se deteriorando com os anos, foi tombado em 2002, quando Fundação Carlos Chagas iniciou o projeto de construção do prédio do Tribunal da Justiça no terreno, elaborou um plano de reforma e novo uso do espaço. Desde 2008 o palacete recuperou seu esplendor, permitindo conhecer seu interior, funciona como Museu do Tribunal da Justiça de São Paulo, que preserva e divulga a história e tradições do Poder Judiciário Paulista. 

O Jardim Oriental é um pequeno refúgio no meio a vida agitada de São Paulo, da Rua Galvão Bueno, mesmo nos finais de semana quando costuma receber muitos visitantes, o jardim, ainda mantêm o clima tranquilo. Ao entrar admire seu paisagismo, o lago com carpas e as lanternas, ambos símbolos presentes em todos os jardins orientais. Repare no Torii na entrada, que é um símbolo xintoísta que representa a passagem por lugares sagrados. Nos finais de semanas, feriados e festividades acontece uma feirinha gastronômica no Jardim Oriental.
O budismo é uma religião muito presente no Japão e na maioria dos países asiáticos, com o grande número de imigrantes orientais no bairro, não é de estranhar a presença de templos budistas. O Templo Busshinji faz parte da Missão da Soto Shu para a América do Sul, que é uma escola de budismo japonês Sotozenshu. Ele é uma das filiais dos templos Eiheiji e Sojiji no Japão e está ligado a mais seis templos da comunidade no Brasil. 
O Templo Odsal Ling é um pedaço do Tibet em São Paulo. O Templo Lohan é voltado para o Budismo Chan e o Shaolin Kung Fu, que é uma escola de budismo que foi criada a mais 1500 anos por monges que viviam no Templo Shaolin na China. É sede do Brasil da Associação Internacional Shaolin Cha´n da América Latina. Foi inaugurado pelo shifu Luis Mello em 1995, contudo seu atual prédio só foi ocupado em 2014 depois de uma restauração. A construção de 1890 já foi sede do Museu Paulista e abrigou um templo chinês, o prédio foi tombado pelo patrimônio cultural. 
O Jardim chinês é a melhor parte da visita, nele se encontra a Deusa da Misericórdia Quang Yin e um tradicional pagode budista, conta ainda com troncos de treinamento de Kung Fu que fica de frente para Radial Leste. Na parte interna, pelos corredores com tijolinhos aparentes se passa por uma sala de jogos, biblioteca, sala de medicina chinesa e sala com o maior arsenal de armas chinesas da América Latina.
A Feira da Liberdade é, no final das contas, a principal atração do bairro, circular por suas ruas, conhecendo lojas, pessoas e tradições. As principais ruas do bairro (Rua Galvão Bueno, Tomás Gonzaga, Estudantes e Glória) são decoradas com as típicas lanternas “suzurantô”. É no final de semana que o bairro explode em cores e sabores com a tradicional "Feirinha" da Liberdade. O nome oficial é Feira de Arte, Artesanato e Cultura da Liberdade e funciona há 33 anos. A feira acomoda vários tipos de serviços e culturas. A parte de gastronomia, por exemplo, não inclui somente pratos japoneses, mas também cozinha oriental e até brasileira. O tempurá, o yakissoba, o azuki (doce de feijão) e o guioza são algumas das opções mais consumidas pelos visitantes.

Desafio#1 Passeio pela Liberdade

Que tal passear de forma virtual e conhecer o bairro da liberdade melhor? Entre no Google Stree View e bora passear!

Desafio#2 Bora cozinhar

Vamos aprender a fazer o tão conhecido Yakissoba, que encontramos na feirinha da Liberdade?

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!


Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Todas essas ações irão reforçar o que foi aprendido e desfrutado, além de servirem como recordação para toda a vida!

Roteiro, texto, seleção de materiais: Arline Midori
Edição de vídeo: Catarine Montanari 
Vinheta: Fernanda F.
Efeitos sonoros: FreeSound.org

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