21 dezembro 2020

Sobre Os Tempos de ser criança e o isolamento social

Olá, olá crianças e famílias! No último dia 23 de abril foi ao ar, "sopramos ao vento" um post com uma poesia intitulada "Sobre os Tempos de Ser Criança". Poesia essa que muito dialoga com nosso projeto do blog e que ilustra com palavras tudo que acreditamos sobre o que é ser criança. Quanto tempo se passou e hoje, depois de dias de muita superação e aprendizagem, chegamos aqui e te convidamos a olhar, olhar para o tempo que passou e para o tempo que virá. E depois, vamos juntas(os) revisitar essa poesia e suas palavras que tanto dizem sobre nós, nossos fazeres e afetos! Mas antes, que tal olharmos um tiquinho para o que foi nosso ano letivo, pelas mãos, pela voz, pelo gesto...pelo  corpo inteiro de nossas crianças!



Ser criança é isso, entregar-se, ser curioso, brincar, imaginar, querer saber e ter... 

"...Tempo de ter abundância de tempo
Tempo para ter tempo
Tempo de não faltar tempo de ser criança
A criança precisa desses tempos, todos os tempos
E como já dizia Renato Russo “-Temos todo o tempo do mundo...”
Criança você tem todo o tempo do mundo para ser criança!"

Tempo, conceito central que também convida nosso olhar. Vivemos tempos em que a ideia de tempo mostra-se cada dia mais complexa e também bastante "individualizada", já que o que é ter tempo para um pode não ser para o outro(a). E torna-se ainda mais personalizada quando a pergunta é: O que se faz/fez com o tempo? Mário Sérgio Cortella afirma: "Quando você diz que não tem tempo para algo, é porque aquilo não é prioridade".  E quando esse conceito tão singular se aproxima do universo infantil mais e mais possibilidades e até mesmo dificuldades podem ser elencadas. Haja vista que se tem uma coisa que a criança precisa é de tempo. Aliás do seu tempo! E é nesse diálogo entre o tempo e as crianças, entre o tempo e o contexto, entre as crianças e o mundo que a cerca, entre imaginário e vida real que revisitamos a poesia "Sobre os Tempos de Ser Criança".

Sobre Os Tempos de ser criança e o isolamento social

Tempos de ser criança
Tempos de (reaprender) ser adulta(o)
Tempos de (reaprender) ser professor(a)
Tempos de (reaprender) ser mãe, pai, avós
Tempos de (reaprender) ser escola
Tempos de muita aprendizagem
Tempos em que reaprendemos a estar no mundo
Tempos em que o mundo inteiro precisou "caber" dentro de casa
Tempos de portas fechadas e janelas abertas
Tempos de rotinas, mas outras rotinas
Tempos de Lives e vídeos chamadas
Tempos de abraços virtuais
Tempos de mãos limpinhas e corações apertados
Tempos de máscara no rosto e sorrisos nos olhos
Tempos em que a palavra mais escrita foi saudades
Tempos em que o toque de mão deu lugar para o cotovelo
Tempos em que o medo e a esperança andaram de mãos dadas
Tempos de sonhos colocados em stand-by (espera)
Tempos onde a distância salva vidas
Tempos de notícias tristes
Tempos em os números revelaram ausências
Tempos de desejos por tempos melhores
Tempos de união de esforços
Tempos de valorização das ciências 
Tempos de prece
Tempos de encontros virtuais
Tempos de ter tempo, mas querer de volta os tempos mais "corridos"
Tempos de ser como as crianças
Tempos de apreender o mundo com o corpo inteiro
Tempos que não acabam, que não passam
Tempos de olhar para onde nunca vimos
Tempos de germinar, de brotar, de nutrir, de renascer
Tempos de olhar para frente e botar fé
Tempos de "sobre a vida" pensar, repensar e sonhar
Tempos de sonhar, é isso!
Tempos de acreditar e ter a certeza de que como nos diz, mais uma vez, Renato Russo "...Mas é claro que o sol, vai voltar amanhã..."

Ah! Os tempos... De esperar, de esperançar, de confiar, de planejar, de prever, de semear, de nutrir, de olhar. Foi exatamente assim que vivemos nossos tempos, com muita esperança e planos, com troca de olhares e carinhos, com desejos de dias mais brincantes e com a certeza que muitas "sementinhas" foram plantadas em nós e por nós. E por falar em semear, deixamos por aqui duas imagens que traduzem com muita sensibilidade e poesia tudo que vivemos juntas(os) diariamente durante todo esse ano... semeamos, cuidamos, nutrimos, observamos, registramos, nos encantamos, esperamos, brotamos, "crescemos" e então colhemos, assim, exatamente assim foi o nosso sonho(sementinha) chamado: "Tempos de Ser Criança". 



Vamos ficando por aqui, mas antes deixamos um convite: Que tal continuar a poesia? Para você e sua criança, foram Tempos de...? Conte pra gente, deixe aqui nos comentários e assim construiremos uma poética coletiva dos nossos fazeres, dos nossos dias. Esperamos seus comentário.
Famílias e crianças, não nos cansamos de agradecer por tudo. Hoje somos pura gratidão, tudo que vivemos só foi possível porque vocês estavam aí, do outro lado da tela e assim juntas(os) escrevemos nossa história aqui em nosso blog, mas especialmente no coração de cada um(a) que por aqui se encontrou, se emocionou, pesquisou, brincou e apreendeu o mundo! GRATIDÃO.

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia,  são sugestões  para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades! 

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês também podem nos encontrar no  Google Classroom  (para aprender a acessar,  clique aqui )! Convidamos todas e todos a preencher o nosso  questionário : ele nos pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado! 

Roteiro, texto,  seleção de materiais e edição de gif: Daniela Maia  
Fotos: Acervo das famílias

Um comentário:

  1. Tempo de lutas porém muitas vitórias , tempo de acreditar que o amanhã será melhor e juntos iremos trilhar para todo o sempre ❤️

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