25 agosto 2020

A DANÇA ENTRE OS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL

Olá pais, familiares, colegas e visitantes. Sejam bem-vindos mais uma vez. Continuando nossas descobertas sobre a cultura dos povos originários do Brasil, a Profª Daniely irá mostrar a vocês um pouco mais sobre uma prática comum a todas as aldeias indígenas brasileiras. Aliás, a todos os povos espalhados pelo planeta. A dança! Ela gosta tanto do assunto que volta hoje para falar sobre ele com vocês, já que lá no início do mês de julho também trouxe a dança em forma de algumas “brincadeiras dançantes”. Vocês vão gostar!


A dança é uma das formas de expressão mais rica e bonita que vemos pelo mundo. Geralmente as que apreciamos são as mais praticadas e divulgadas entre a maioria da população de uma região, e são aquelas preparadas para apresentações ao público ou praticadas por diversão, hábito, cerimônias, etc. Então, como é a dança entre os povos originários, já que temos pouca divulgação e conhecimento sobre ela? Vamos mudar essa situação conhecendo melhor o assunto e compartilhando com outras pessoas suas descobertas? Que tal?

Assim como apontado na publicação sobre a pintura corporal, as danças também variam entre as 305 etnias reconhecidas. Há semelhanças de ornamentos, instrumentos sonoros, formação espacial entre os dançarinos. Mas também existem diferenças de nomes, movimentos, estilos e motivos para as danças. 
 
Entre os povos indígenas brasileiros a dança é praticada em rituais e cerimônias para:
Reverência a entidades e espiritualidade das matas.
Preparação ou agradecimento de colheita, pesca, caça.
Nascimento, passagem das fases da vida, casamento, início ou fim de luto.
Afastar maus espíritos e assim atrair os bons. 
Afastar adversidades climáticas. 
Pedir à espiritualidade a cura de doenças, entre outros motivos.

A dança é realizada por todas as pessoas das aldeias. Principalmente pelos homens, depois as mulheres. Também idosos, crianças e mesmo os bebês, no colo de suas mães. Para a maioria das danças eles utilizam adereços como máscaras e vestimentas de penas de aves, palha, folhas e pinturas pelo corpo, para encobrir sua personalidade e destacar algum outro ser, espiritual ou não. Ou se proteger dele. Instrumentos de som como as maracás, chocalhos feitos de cabaça e sementes ou pedras. Ou outro tipo de chocalho, como o molho de cápsulas de castanhas de pequi amarrado aos pés. Atualmente, na grande maioria das aldeias, eles não passam o tempo todo nus, com o corpo pintado e decorado. Nós, os não indígenas, nos fantasiamos ou usamos roupas diferenciadas apenas no carnaval ou festas a fantasia, festa junina, casamentos, festas de 15 anos, etc. Os indígenas também, utilizam toda essa decoração corporal apenas em ocasiões especiais, como as que listei acima.

As principais características das danças, comuns às diversas etnias indígenas são a formação em que se colocam os dançarinos, principalmente em círculos e também em longas filas. E a marcação do ritmo feita pelos pés sempre descalços, tambores e chocalhos.

Alguns dos rituais mais conhecidos entre os povos indígenas e que envolvem a dança são:

TORÉ - Símbolo de maior união e resistência entre os indígenas do Nordeste brasileiro.
KUARUP - Alto Xingu, Nordeste do Mato Grosso - Homenagem aos mortos.
DANÇA DA ONÇA - Povo Bororo, no Mato Grosso - Representação do jovem indígena que se tornou um bravo caçador .
KAHÊ-TUAGÊ - Índígenas Kanela, na região do Rio Tocantins. Realizada apenas por mulheres, para evocar as entidades que controlam o tempo.
ATIARU - Para espantar maus espíritos e invocar os bons.pro

Desafio #1: Conhecendo o Toré

Agora que sabemos que, como a pintura, o artesanato, a culinária, a dança também tem suas especificidades e acontece de maneira peculiar em cada aldeia, com seu significado e história que fazem sentido para aquele povoado. Vamos nos aproximar e conhecer um pouco mais do Toré, uma dança que simboliza a união e a resistência entre os indígenas do Nordeste brasileiro. 


Desafio #2: Canal Imaginário da Lolo 

Propomos registrar de alguma forma que você preferir, esses novos conhecimentos que você adquiriu e buscar outros. Mas o desafio na verdade será você compartilhar com outras pessoas. Dou um exemplo: Descobri uma surpresa em meu celular. Minha filha adora brincar de fazer vídeos para o “canal imaginário dela”. E geralmente compartilho com nossos familiares coisas que ela grava lá. E não é que ela gravou um pouquinho de tudo o que ela já falou ali no vídeo anterior? Encaminhei para os familiares, a informação circulou e ela se apropria cada vez mais das informações a cada vez que divide com alguém. Você pode fazer o mesmo, gravar um vídeo, mandar uma mensagem, ou fazer um desenho e a partir dele contar suas novidades, tudo que tem aprendido. É só usar a criatividade. Mas não esquece de compartilhar com a gente também. Um grande beijo pessoal!

 

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Convidamos todas e todos a preencher o nosso questionário: ele nos dará pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado!

Roteiro, texto, seleção de materiais e edição de vídeo: Daniely Nobre
Participação: Heloísa Nobre
Vinheta: Fernanda Fusco
Efeitos sonoros: FreeSound.org
Trilha sonora: Daily Beetle (Kevin MacLeod - Incompetech)

Um comentário:

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