18 agosto 2020

BRINCADEIRAS INDÍGENAS

Ser criança é...inventar, criar qualquer coisa para se divertir! E quando o assunto é criar um brinquedo? Aí elas adoram ainda mais! Hoje a professora Arline vai propor a vocês uma brincadeira indígena! As crianças indígenas tem o privilégio de explorar a natureza para construir seus brinquedos e se divertir com tanto espaço. Elas brincam distantes dos grandes centros urbanos, sua criatividade é infinita, improvisam seus brinquedos e jogos com o que a mata lhes oferece: gravetos, folhas, penas, bambus, sementes. Elas usufruem suas infâncias, com uma maneira própria de brincar. 

Brincar é também uma maneira de aprender! Eles possuem muitos jogos e brincadeiras. Alguns são bastante conhecidos por vários povos indígenas e outros também são comuns entre os não indígenas, como a peteca e a perna de pau. Já outros são curiosos e originais. Existem brincadeiras que só as crianças jogam, outras que os adultos jogam junto e assim ensinam aprendem juntos!

Trago aqui hoje para ensinar a vocês o livro “Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil”, de Renata Meirelles, no qual foi o material que utilizei para estudar e ensinar a vocês a brincadeira indígena Três em Linha. Esse jogo é conhecido, no côncavo Baiano, como ponga, mas em alguns lugares de Minas Gerais ouvem-se meninos e meninas o chamando de jogo do pé de galinha, talvez pelo fato de os dedos do pé da galinha terem uma disposição semelhante à das linhas do tabuleiro do jogo. Para jogar basta saber as regras, pois o tabuleiro e as peças são feitos de qualquer coisa que apareça pela frente. Vamos lá para nossa atividade!

Vamos precisar

  • 1 régua
  • 1 folha sulfite
  • 1 caneta
  • alguns grãos (feijão, milho, entre outros)

Como jogar

  1. Riscar o tabuleiro em um quadrado com duas linhas que dividem os lados, e duas na diagonal.
  2. Depositar três peças de cada jogador nas intersecções das linhas, nos cantos opostos dos quadrados.
  3. Na sua vez, cada jogador pode mover uma das suas peças em uma intersecção de linha vazia, sem pular duas casas.
  4. O objetivo do jogo é formar novamente uma linha, que pode ser na horizontal, vertical ou diagonal, com suas três peças. Não é possível, porém, refazer a jogada com a linha reorganizada nos espaços onde o jogo foi iniciado.
  5. Ganha aquele que primeiro conquista a linha. 

Essa atividade tem como objetivo ampliar o repertório das crianças, entrar em contato com costumes, tradições e hábitos de diferentes grupos. Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e postem aqui no nosso blog. Todas essas ações irão reforçar o que foi aprendido e desfrutado, além de servirem como recordação para toda a vida!

Desafio #1: Currupio

Que tal fazer um brinquedo chamado Currupio? As crianças indígenas gostam bastante de brincar com ele! Este brinquedo também pode ser encontrado no livro “Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil”, de Renata Meirelles, na página 65. Nesse vídeo, o educador Rafael Antônio nos mostra como confeccionar o currupio.   


Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Convidamos todas e todos a preencher o nosso questionário: ele nos dará pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado!

Roteiro, texto, seleção de materiais: Arline Midori
Edição de vídeo: Daniely Nobre 
Vinheta: Fernanda Fusco
Efeitos sonoros: FreeSound.org
Trilha sonora: Daily Beetle (Kevin MacLeod - Incompetech)

Um comentário:

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