13 agosto 2020

PINTURA CORPORAL DOS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL

Uma das coisas que mais admiro, entre tantas, nos hábitos dos povos indígenas brasileiros é a prática da pintura corporal, que é passada de geração a geração. Verdadeira arte que traz uma quantidade imensa de significados. Então, vamos desde já esclarecer que aqueles dois tracinhos que costumávamos ver no rosto das crianças em lembrança aos indígenas não representa em nada toda a riqueza desta tradição.

A pintura corporal é um costume de muitos povos originários em todas as regiões do planeta. Entre os brasileiros há uma diversidade muito grande nas características das pinturas de cada povo indígena. Vocês já estão sabendo, depois de acompanharem as publicações anteriores destas semanas aqui no blog, que existem 305 povos indígenas no Brasil, segundo a FUNAI. E, para cada povo, há singularidade nos desenhos, símbolos, técnicas e padrões referentes a estas pinturas. A semelhança é que esta prática tem como objetivo reverenciar a ancestralidade e a espiritualidade destes povos, os elementos da natureza (animais, plantas, fenômenos) que eles tantos respeitam e sabem utilizar com coerência e precaução. Aproximarem-se deste mundo espiritual. Comunicar seus modos de conceber, compreender e refletir a ordem social e cosmológica de seu mundo. Representar e contar crenças, momentos, história e emoções dos povos. Diferenciar etnias, clãs e famílias. Além de sim, utilizarem também pela estética, pela beleza. 

Os indígenas pintam seus corpos em festas, cerimônias como casamentos e luto, também em jogos, rituais de passagem de fases da vida, e muitas outras situações, especiais ou mais comuns. Mas para cada momento há uma pintura, desenhos, cores diferentes. Assim como para cada membro daquela etnia também, há uma pintura específica. Elas se diferenciam dependendo do gênero do indígena, da idade e da função que ocupa na aldeia. 

As cores de tinta mais utilizadas são o preto, produzida com jenipapo ralado, coado e as vezes misturado a um pouquinho de carvão. E o vermelho, adquirido pelas sementes de urucum que também podem ser misturadas ao óleo de dois outros frutos, o babaçu ou tucum. São pinturas temporárias, sendo a mais duradoura a de jenipapo. A de urucum dura em média somente de dois a 3 dias. Para aplicar a tinta ao corpo utilizam os dedos ou, quando são desenhos mais detalhados, talos finos de madeira. 

Entendeu porque “aqueles dois tracinhos na bochecha” não fazem jus a pintura corporal indígena brasileira?

Eu poderia escrever mais diversas informações muito interessantes e importantes sobre esta arte indígena, mas apenas uma publicação aqui no blog não dá conta de tanto conhecimento. Então, te aconselho a “virar a chavinha” da curiosidade aí, e buscar mais aprendizados. Tenha certeza que ficará mais encantada (o) ainda. 

Para os pequenos(as) e para os grandes

Desafio #1: Pintura do povo Kaiapó

Não falei que são obras de arte?  Quem se arrisca a pintar um quadro, uma bolsa, um pano de prato ou uma simples folha sulfite seguindo os “simples” modelos que vemos nesse vídeo? E ainda vai entender um pouco mais sobre a pintura do povo Kaiapó com as informações descritas. Será um belo desafio, passatempo e relaxamento para crianças e adultos.

Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Convidamos todas e todos a preencher o nosso questionário: ele nos dará pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado!

Roteiro, texto, seleção de materiais e edição de vídeo: Daniely Nobre
Participação: Heloísa Nobre
Vinheta: Fernanda Fusco
Efeitos sonoros: FreeSound.org
Trilha sonora: Daily Beetle (Kevin MacLeod - Incompetech)

Um comentário:

https://1.bp.blogspot.com/-6XvqrgRUtmE/XpAnsq0hy8I/AAAAAAAAOMM/XQaf2shwZRQ_UjLVPe3AFHYV0yisWRzRACLcBGAsYHQ/s1600/footer2.png