20 outubro 2020

México: Pés, para que os quero se tenho asas para voar?

E aí, galera! Tudo bem com vocês? Ontem iniciamos a nossa viagem ao México com a professora Daniely Nobre, que relembrou algumas séries e novelas que ficaram muito famosas aqui no Brasil, conhecemos algumas de suas belezas naturais, aprendemos diversas curiosidades e ainda tivemos uma dica de filme lindo e emocionante! Continuaremos hoje a nossa viagem mediada pela professora Fernanda Fusco que vai trazer pouco sobre a história, curiosidades e obras de Frida Kahlo, falar sobre  o Dia dos Mortos e a caveira mexicana e saborear uma deliciosa guacamole!

Agradecemos à professora Tânia Mandziuc pelos seus relatos e compartilhamento de fotos; à Maria Eduarda e à Ana por toparem filmar e compartilhar a receita; e à amiga Mayara Gonçalves, que verificou o nosso roteiro e ampliou nossos olhares para a pessoa com deficiência física.


Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia; são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Desafio #1: Conhecendo Frida Kahlo

Frida foi uma pintora que ficou conhecida pelo mundo inteiro por conta de sua história e de suas obras. Ela nasceu no México e, aos 18 anos, sofreu um grave acidente de ônibus que afetou a sua coluna e a obrigou, por um longo período de sua vida, a ficar de cama: foi lá que, utilizando as tintas do seu pai, criou suas belíssimas obras. Ela gostava muito de fazer autorretratos (ou seja, pinturas de si mesma) com elementos da natureza, como plantas, flores e até animais! Essas obras também representavam o seu estado de humor: quando estava feliz, quando estava triste, quando estava sofrendo com dores... Neste desafio, convide as crianças a assistirem e ouvirem a sua história através do vídeo da série Mulheres Fantásticas e do podcast Histórias de ninar para garotas rebeldes.

Algo que muitas pessoas não contam é que, além de Frida ter ficado manca, ela também andava de cadeira de rodas após precisar amputar sua perna, no ano de 1950! Nina Lemos, em uma publicação para o portal Universa, aponta que nos dias atuais a pintora acabou tendo um destaque comercial, mas apagaram a sua deficiência física (clique aqui para ler). Na perspectiva da inclusão, propomos também que levem as crianças a refletir sobre algumas questões (pensando nos espaços em que os pequenos estão inseridos como exemplos):

  • Se a Frida viesse fazer uma visita em nossa escola ou na sua casa, quais desafios iria encontrar? 
  • Será que a estrutura do nosso bairro é adequada para as pessoas com deficiência física?
  • Será que conseguem andar tranquilamente pelas ruas esburacadas, calçadas, pelas subidas, descidas...?
  • Como fazem para chegar em outros andares quando não tem elevador?
  • Como fazem para passar por lugares apertados ou muito movimentados?

De acordo com Mayara Gonçalves, mesmo com as dificuldades, Frida viu na pintura uma forma de lidar com tudo que passava e sua deficiência não a impediu de fazer coisas incríveis. Pelo contrário: ficar debilitada foi um impulso para pintar e lidar com o que sentia de uma forma nova. Ela dizia: "Pés, para que os quero se tenho asas para voar."

Para gente grande: Conheça mais sobre a história de Frida Kahlo no filme Frida, dirigido por Julie Taymor e estrelado pela atriz mexicana Salma Hayek. Clique aqui para conferir o trailer!


Desafio #2: A caveira mexicana e o Dia dos Mortos

Frida era casada com outro artista, o Diego Rivera, que ficou muito conhecido por pintar murais ao redor do mundo. Em uma de suas gravuras, chamada Sueño de una tarde dominical en la Alameda, Diego pintou uma personagem muito famosa no México: La Catrina! Ela foi criada por um cartunista chamado José Guadalupe Posada e é um dos principais símbolos do Dia dos Mortos.

Mural Sueño de una tarde dominical en la Alameda, por Diego Rivera

As cores intensas e a decoração com flores diferenciam a caveira mexicana da caveira comum: ela remete à vida, à alegria e é uma forma de homenagear as pessoas que já partiram. Que tal fazermos a nossa própria caveira mexicana? Utilizem os materiais que tiverem disponível em casa para as criações: o importante é abusar das cores alegres e vibrantes! Lembramos que o passo-a-passo gravado em nosso vídeo serve apenas como referência para as crianças e não deve ser encarado como um modelo a ser seguido, assim como as pesquisas por imagens na internet que sugerimos. Usem a criatividade! Vocês podem criar junto tanto máscaras como murais, quadros, capas para caderno, entre outros!

Outro filme visualmente lindo e que aborda a temática do Dia dos Mortos de forma emocionante e divertida é Festa no Céu, dirigido pelo mexicano Guillermo del Toro. Confira o trailer logo acima!

Desafio #3: Saboreando a guacamole

Maria Eduarda e sua mãe, Ana, que também são apaixonadas pela cultura mexicana, compartilharam conosco uma receita deliciosa de guacamole, que tem como principais ingredientes o coentro e o abacate.

Ingredientes

  • 2 abacates
  • 2 cebolas roxas
  • 2 tomates grandes
  • 2 limões
  • Coentro
  • Azeite
  • Pimenta sem semente
  • Pimenta Caiena
  • Tempero baiano
  • Sal

Modo de preparo

Amasse o abacate, pique as cebolas e os tomates e misture todos os ingredientes para incorporá-los.

Lembram que Joana, mãe do Christopher, comentou que na Venezuela não comem abacate com açúcar, e sim com sal? Que tal experimentar comer arepas com guacamole? E faça como a Maria Eduarda e a Ana: enquanto cozinham, vocês podem ouvir algumas músicas mexicanas! Segue abaixo uma playlist com sugestões:

E nossa viagem ao México termina por aqui! E aí, o que vocês acharam? Não esqueça de deixar o seu comentário aqui no blog e compartilhar suas fotos e vídeos através do Google Classroom e de nossa linha de transmissão do Whatsapp! Amanhã viajaremos para a Austrália com a professora Cláudia Labate!

Texto, seleção de materiais, vinheta e edição do vídeo: Fernanda Fusco
Roteiro: Daniely Nobre e Fernanda Fusco
Participação: Ana, Maria Eduarda e Tânia Mandziuc
Consultoria: Mayara Gonçalves
Efeitos sonoros: FreeSound.org

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