04 dezembro 2020

Série: Uma imagem, muitas histórias

Olá crianças, olá famílias. A sexta-feira chegou e com ela mais um episódio da nossa série: "Uma imagem, muitas histórias", especial retrospectiva. Hoje vamos direto revisitar as postagens dos meses de agosto e setembro, que muito acertadamente tiveram como eixo central as questões que envolvem os povos originários e afrodescendentes brasileiros. Para nós essa discussão é de extrema importância e por isso é impossível pensar em educação para infância que não leve em conta o acúmulo de conhecimento histórico-cultural desses povos, para superarmos sua invisibilidade e valorizarmos todas as culturas e formas de ver e viver a vida no Brasil e fora dele, por todo ele! Acreditamos que revisitar as propostas que trazem em seu cerne essas questões é pra lá de importante, é valioso. Assim como também se mostra potente a oportunidade de vivenciar as propostas novamente. Nesse sentido o convite de hoje vai a esse encontro, de olhar, refletir e vivenciar mais vezes propostas como ler/ouvir uma lenda indígena, brincar com um jogo africano, preparar uma crepioca com outros recheios e seguir assim inundando nosso olhar e nosso cotidiano de outras histórias e outras narrativas, para além das que cotidianamente nos contam e assim ampliar nosso repertório acerca do mundo que nos cerca. Nossas crianças aprenderam com o corpo inteiro, brincaram, cozinharam, ouviram e contaram histórias, jogaram e é isso que vai preencher/ocupar nossa tela e nossos corações nesse momento. Fiquem agora com as crianças... 


Mais uma sexta-feira "inundada" de retrospectiva, ai que coisa boa para aquecer o coração e a memória! Quantas e quantas experiências vivenciamos, não é mesmo! Tudo que vivemos foi extremamente intenso e significativo para todas(os) envolvidos(as), a cada postagem nos aproximamos mais da nossa própria história, pensando nisso nada melhor que revisitarmos nossos fazeres e trazer tudo à memória. Afinal olhar nossa própria história traz mais sentido a vida e as escolhas que fazemos. Então vamos direto revisitar as propostas que realizamos nos meses de agosto e setembro. Confira tudo que nossas crianças e suas famílias puderam experienciar:
  •  Rodas de conversa: povos indígenas
  •  Brincadeiras indígenas: peteca, 
  •  Lendas e histórias indígenas
  •  Brincadeiras da cultura popular
  •  Como vivem os mais diversos povos indígenas (como são suas casas)
  •  Pintura corporal dos povos indígenas
  •  O som da natureza: pau de chuva
  •  Músicas indígenas
  •  A dança entre os povos originários
  •  Culinária indígena
  •  A arte indígena
  •  Os povos indígenas: seus modos de ser e pensar (n)o mundo  
  •  Rodas de conversa: O que é a África ?
  •  Pesquisas sobre o continente africano
  •  As máscaras africanas
  •  Ubuntu: uma filosofia de vida
  •  Literatura infantil africana
  •  Nelson Mandela e a luta por igualdade
  •  Cor da pele de quem?
  •  Artes: Obra Humanae de Angélica Dass
  •  Culinária africana
  •  Arte: Mandalas
  •  Mancala um jogo africano
  •  Brincadeiras africanas
  •  Baobá:já ouviu falar?
  •  Teatro de sombras
  •  A savana africana
Todas essas experiências tem como maior objetivo sermos resistência e romper com "O perigo da história única", como muito já falamos sobre isso por aqui. Aliás é para que tenhamos, todas(os), desde a mais tenra idade, mais de uma resposta, ou respostas não óbvias e carregadas de estereótipos e preconceitos, quando você for convidado a pensar num indígena ou na África, por exemplo, que as respostas desse imaginário vá além, supere a de um homem com cocar de penas na cabeça que emite um som só "Hu, Hu, Hu", que se quer fale ou tenha ideias na cabeça ou ainda de que a África é um país, com girafas e elefantes por todos os lados e que a produção de conhecimento não existe. A muitas outras histórias sobre os povos originários e sobre os povos africanos do que essas que insistem em universalizar. Nossas propostas, especialmente publicadas nos meses de agosto e setembro, vão ao encontro de jogar luz a outras muitas possibilidades de perceber esses povoS e suas históriaS, inclusive pela sua voz, pelo seu gesto, pelo que escrevem e narram, respeitando e acolhendo suas vozes e falas, os seus lugares de fala.
Nesse sentido ler escritores afrodescendentes e indígenas é urgente, acima de tudo necessário. Assim como na literatura, nas artes plásticas, na dança, na música, na produção científica, Encher as mãos, os olhos e cotidiano das crianças de outras verdades, de outras histórias para que desde muito cedo as  possam perceber que outros mundos são possíveis e assim consolidar outras narrativas e nutrir seu imaginário. E sim, isso só é possível quando escolhemos trilhar o caminho do respeito, da igualdade, selecionando materialidades que provoquem a reflexão, enriqueçam o repertório das crianças e que assim elas possam se ver e se reconhecer nos livros, nas estampas, nos contextos, murais, brinquedos e brincadeiras, percebendo seu protagonismo e encorajando-as na construção de um mundo em que a igualdade seja uma realidade e não apenas uma esperança! A escola deve ser esse lugar em que as crianças possam se ver e se reconhecer, até que um dia, o mundo todo também seja um lugar em que todos possam estar, independente de sua cor de pele ou etnia. Por uma mundo em que a cor de pele seja a apenas uma questão genética e não motivo de discriminação social, política, econômica, educacional e/ou cultural. E como nos diz Eli Odara Theodoro "A beleza tem cor da diversidade, a beleza está em movimento no sentido da liberdade, a beleza tem esperança brilhando na busca da igualdade."
A infância é sem dúvida um solo fértil para que todas essas "provocações" sejam plantadas, afinal as buscas por respostas para as questões de hoje podem ser a certeza de um amanhã melhor para todas(os).

  
Desafio#1 Preenchendo mãos e mentes com histórias

Alguém disse algo mais ou menos assim para a menina Cora "Para esse seu cabelo é melhor colocar uma fita na cabeça". Uma fita? Isso sim não saiu da sua cabeça. Para saber o desenrolar dessa história em versos e rimas deixamos por aqui a história "O cabelo de Cora" de Ana Zarco Camâra. 

  

Desafio#2 E você já olhou para o céu hoje? 

Na canção "O Céu dos Índios", de Hélio Ziskind é possível fazer uma passeio pela história dos povos originários, seu respeito pela natureza e um pouco de sua cultura. Você também vai encantar-se.

"Para nós, cada vez que morre um velho cacique, morre também uma biblioteca."
Povo Indígena Xerente


 

Desafio#3 Projeto "Faz de contos"

Para nutrirmos ainda mais nossas crianças com histórias e representatividade, deixamos por aqui um conto, uma história já conhecida por todos(as) nós, "Rapunzel" reescrito e narrado por Lázaro Ramos, com ilustrações que são um encanto. Aperte o play e "Faz de contos".

 
Assim como todas as nossas propostas aqui no blog, os desafios não são de caráter obrigatório e nem precisam ser realizados em um mesmo dia, são sugestões para dar continuidade a temática abordada, para diversificar a rotina, mantermos a nossa conexão com a escola e que podem ser complementadas de acordo com suas necessidades!

Não se esqueça de fazer filmagens, tirar fotografias e enviar via WhatsApp! Vocês podem também nos encontrar no Google Classroom (para aprender a acessar, clique aqui)! Convidamos todas e todos a preencher o nosso questionário: ele nos dará pistas para descobrir como poderemos auxiliá-los neste momento tão complicado!

Roteiro, texto, seleção de materiais e edição de gif: Daniela Maia 
Criação e edição de vídeo: Catarine Montanari
Vinheta: Fernanda F.
Efeitos sonoros: FreeSound.org
Trilha sonora: Daily Beetle (Kevin MacLeod - Incompetech)     

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